Ouro amarelo, branco ou rosa: o que muda?
Duas alianças podem ter o mesmo formato, a mesma largura e o mesmo acabamento - e ainda assim parecer bem diferentes.
A tonalidade é uma das escolhas que fazemos antes da bancada. Ela interfere na presença da joia, na maneira como o metal conversa com outras peças e, em alguns casos, também no preço e nos cuidados ao longo do tempo.
Mas o que faz o ouro mudar de cor?
O ouro 18k
Na joalheria tradicionalmente aqui no Brasil, trabalhamos com ouro 18k, também chamado de ouro 750. Isso significa que 75% da liga é ouro puro. Os outros 25% são formados por outros metais, combinados para dar ao material resistência e determinadas características de cor.
O ouro puro é naturalmente amarelo. Para chegar às tonalidades que conhecemos na joalheria, a composição dos outros metais da liga é modificada. É daí que surgem o ouro amarelo, o branco e o rosa.
As fórmulas exatas podem variar. Por isso, joias da mesma tonalidade nem sempre apresentam uma cor absolutamente idêntica.
Ouro amarelo
O ouro amarelo é a tonalidade que mais preserva a aparência associada ao ouro em seu estado natural. Na liga 18k, outros metais são adicionados para tornar o material adequado ao uso cotidiano sem apagar sua cor característica.
É uma presença mais evidente na pele. Também é a tonalidade em que pequenas mudanças de acabamento - polido, fosco ou martelado - ficam especialmente perceptíveis.
Ouro branco
O ouro branco não é encontrado pronto na natureza, a sua cor vem de uma liga feita para reduzir o amarelo natural do ouro.
Na Iracema, depois que a peça está pronta, o ouro branco recebe um banho de ródio. O ródio cria uma superfície mais clara e luminosa, responsável pelo aspecto branco final da joia.
Esse processo também explica por que o ouro branco tem um valor mais alto: tanto a composição da liga quanto o banho de ródio encarecem sua produção.
Ouro rosa
No ouro rosa, a composição da liga faz com que o metal se aproxime dos tons rosados e acobreados. A cor pode parecer discreta em algumas luzes e mais quente em outras.
É uma tonalidade que costuma mudar bastante quando vista fora da fotografia, e mais discreta que o ouro amarelo na pele. Ao lado do ouro amarelo, a diferença pode ser sutil; ao lado de um metal branco, o contraste aparece com mais clareza.
Por isso, sempre que possível, vale observar as tonalidades presencialmente e em diferentes condições de luz antes de decidir.
Existe uma tonalidade mais indicada para alianças?
Não existe uma cor correta para representar um compromisso. A escolha pode partir das joias que cada pessoa já usa, da presença que deseja para a aliança ou simplesmente da tonalidade com a qual se reconhece mais.
O par também não precisa escolher o mesmo ouro. Duas alianças podem compartilhar uma medida, uma gravação ou um detalhe de superfície sem terem cores idênticas. A relação entre elas pode estar em outro ponto do projeto.
Também é possível estudar a combinação de tons em uma mesma peça. Esse tipo de construção precisa ser pensado como uma encomenda específica, porque o encontro entre metais interfere no desenho e no processo de produção.
A escolha começa antes da bancada
Amarelo, branco e rosa não são apenas três versões da mesma joia. Cada tonalidade altera a leitura da forma e exige decisões próprias de produção. No ouro branco, há ainda o banho de ródio e a possibilidade de manutenção futura.
Na Iracema, essas escolhas fazem parte da conversa de encomenda. Antes de produzir, observamos o que cada pessoa já usa, quais diferenças o par quer preservar e o que deve aproximar as duas alianças.
〰️ Para conhecer as possibilidades de tonalidade, largura, acabamento e gravação, fale com a Iracema sobre a sua encomenda.